Quero publicar meu livro! O que fazer?

Todo mundo tem uma história a contar. Alguns, preferem escrevê-la. Embora muitos dos que escrevam por hobby não desejem que os outros leiam seu projeto literário, a maioria dos autores sonham em publicar seu livro e vê-lo sendo devorado por uma base consolidada de leitores.

Mas afinal, qual o caminho a percorrer quando finalizo uma história e desejo transformá-la em um livro de verdade? Publicar no Brasil é mesmo tão difícil quanto parece? E o que deve ser feito?

Primeiro, é preciso entender que o Brasil não é um país de leitores. Pesquisas revelam que o brasileiro lê, em média, um livro por ano. Estes dados nos faz ter um mercado de difícil penetração em função da demanda de consumo.

As grandes editoras costumam dar prioridade aos autores internacionais ou, quando lançam nacionais, são de autores cujo nomes já são conhecidos. O caminho para um autor iniciante é árduo, eu sei. Mas fique calmo. Há uma luz no fim do túnel. Bem no fundo, mas há.

Hoje, temos três principais formas de publicar um livro no Brasil, especificamente para autores iniciantes. Todas elas têm vantagens e desvantagens, e é preciso avaliar qual o caminho mais viável para o seu projeto… e bolso.

Lembrando que estamos tratando de publicação na modalidade livro físico. Faremos um outro post falando sobre publicação virtual em breve.

1- Editora tradicional

As editoras tradicionais são as maiores. Elas abrem um processo seletivo em um determinado período do ano, pra que os autores mandem os livros originais. Em seguida, realizam um processo de seleção entre os originais enviados e os aprovam – ou não.

Em caso de aprovação, o autor não precisa arcar com nada do valor necessário para publicação e a editora é quem investe no projeto. Este é um dos fatores pelos quais as editoras tradicionais podem levar até 6 meses para dar um feedback em relação ao projeto enviado.

Como não há precisão de investimento por parte do autor, a demanda de originais enviados é gigante e o processo criterioso. É uma análise mercadológica pois, é preciso entender que apesar de ser uma arte, a literatura é um mercado e deve, portanto, ser encarado como tal.

Uma dúvida recorrente sobre as editoras tradicionais é se o autor ganha algo pelos livros vendidos. É claro! Apesar de não investir, o autor recebe um percentual das vendas. No entanto, este percentual varia de editora para editora.

Para encontrar editoras tradicionais, basta correr no dr. Google e realizar uma breve pesquisa. A listagem é gigante e apesar de não ser uma regra, elas geralmente pedem o envio do livro via Correios, no formato físico, impresso e encadernado.

2- Editoras prestadoras de serviço

As editoras prestadoras de serviço é uma opção bem recorrente para autores iniciantes no Brasil. Basicamente, elas cuidam de todo o processo de publicação, no entanto, o valor é investido pelo autor.

Resumidamente, você tem de enviar o original para avaliação e aguardar retorno – que neste caso é mais rápido. Em caso de aprovação, as editoras prestadoras de serviço costumam fazer uma proposta de investimento e a decisão fica a critério do autor. Este valor geralmente inclui todo o processo de revisão, diagramação, criação de capa, material de divulgação e marketing e é claro, a impressão.

As editoras prestadoras de serviço costumam fazer pacotes diferentes de acordo com o nome que têm no mercado e, o percentual ganho pelos autores após a comercialização do livro também pode variar.

Foi através de uma editora prestadora de serviço que Shákila – A Batalha Pelo Trono, meu primeiro livro, foi publicado. Foi uma experiência relativamente agradável embora eles detinham boa parte das informações do processo de criação do material. É um bom caminho para quem quer começar a entender como funciona o processo.

3- Publicação de livro independente

A publicação independente é o meio mais usado para publicação, sem dúvida. Nele, é o autor e/ou sua equipe quem arca com todo o processo relacionado à publicação. Não há uma editora e, portanto, o autor deve contratar cada profissional individualmente (capista, diagramador, revisor, marketing, lojas virtuais etc).

É um caminho mais complexo pois demanda um conhecimento mesmo que superficial de todas as áreas do processo. Outro fator é o investimento. Aqui, como numa editora prestadora de serviço, é preciso investir financeiramente. No entanto, por se tratarem de profissionais independentes, talvez o valor seja igual ou maior do que o de uma editora, pois neste caso você estará contratando todos eles individualmente.

O mercado está repleto de bons profissionais, basta procurar por eles. Uma dica é sempre exigir um portfólio de trabalho antes da contratação.

Uma das maiores vantagens da publicação independente é o lucro. Aqui, o autor consegue ganhar 100% sobre o valor de um exemplar, se a gestão de todo o negócio for feita de forma estratégica.

Não tenho como investir! O que fazer?

Uma das realidades da maioria dos autores iniciantes é o investimento para quem opta por uma editora prestadora de serviço ou pela publicação independente. Em ambos os casos, que demanda a necessidade de compra de serviço, os valores podem ultrapassar o orçamento disponível para investimento e o lucro, assim, demora a vir de fato, pois os primeiros livros seriam apenas para pagar o serviço.

Neste caso, existem alguns caminhos que podem auxiliar a captação de recursos.

Captação de patrocínio

O caminho pelo qual recorri para publicação de Shákila, foi a captação de patrocínio. Algumas empresas privadas costumam apoiar projetos culturais e se for o caso, com uma boa proposta de divulgação, podem abraçar o seu projeto e fornecer recursos a ele.

Por outro lado, é bem difícil que uma empresa apoie um projeto por puro amor, então é preciso que você invista em propaganda das marcas apoiadoras, como uma forma de incentivá-los a fornecer recursos para seu livro.

Inserir a marca em camisas, marcadores, backdrops e etc podem ser um bom caminho – experiência própria.

Foto tirada no lançamento de Shákila. Note o backdrop de fundo, com as marcas dos apoiadores do projeto.

Existem também leis de incentivo à cultura em que a publicação de livros faz parte. A Lei Rouanet, por exemplo, costuma financiar projetos do gênero com base na isenção de impostos fiscais para as empresas contribuintes.

Rifas ou ação entre amigos

Sim! Rifas podem render uma grana extra para o seu projeto.

Talvez seus amigos ou familiares não possam apoiar a publicação com um valor significativo, mas podem tomar uma folha de rifas em mãos e oferecer a pessoas conhecidas, o que garantirá um valor relativamente interessante.

Adotei a estratégia com as pessoas envolvidas no processo de publicação e também foi um caminho rentável. Os custos da editora foram pagos de modo gradativo e sem as rifas e ação entre amigos, talvez o processo pudesse ter sido mais demorado.

Uma outra opção parecida é recorrer a sites de doação para projetos e financiamento coletivo, como Vakinhas e Kickante, ou até mesmo realizar uma ação entre amigos online.

Boa sorte!

Após a publicação, invista em um bom evento de lançamento para prospectar as vendas de seu projeto literário e separe uma renda extra para marketing – como bom profissional do ramo, garanto que os resultados são indiscutivelmente agradáveis. Se ninguém conhece seu livro, ninguém vai lê-lo. Você pode ler mais sobre eventos de lançamento em um outro post aqui, do blog.

Evento de lançamento de Shákila – A Batalha Pelo Trono.

Desejo sorte!

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Adquira Shákila – A Batalha Pelo Trono.

 

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